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C A U S O S CJ
51 bão e barato Salve, Todos... Estava aqui
matutando e lembrei-me de uma historinha legal. Certa vez o
Renato me ligou e disse que ficara sabendo de um CJ 51 pra vender. - Ô Pedrão, tem um
cara vendendo um 51 e me informaram que o preço tá bom. Você não pode ir lá
comigo dar uma olhada? - Isso numa segunda, ou terça-feira, à noite. - Poder eu posso,
mas não sei avaliar Jipe. Precisamos de alguém que entenda de mecânica. - Quem? Rapidamente
encontramos o Denir, embarcamos na Tonha e rumamos para a chácara do vendedor,
lá no Paineirão. Lá chegando o dono
do CJ nos convidou para uma cerveja - já tínhamos tomado várias - e logo
descobrimos que era amigo de alguém do grupo. Cerveja vai, cerveja vem e o
Renato resolve tratar de negócios: - Quanto você quer
pelo Jipe? - Perguntou, antes mesmo de ver o bichinho. - Quatro mil. -
Respondeu o outro (era mais ou menos isso, pouco mais, pouco menos). O Renato pensou,
pensou... e como estava meio curto de grana resolveu arriscar: - Em quantos
pagamentos? - Pô, Renatão. Vocês
são meus amigos. Diga aí o que é bom pra você. O Renato mandou a
proposta e o outro nem pestanejou, topou na hora. Nisso o cabra já
ficou ouriçado. Arrastou-me pelo braço e deixando o Denir e os outros para trás
fomos para a garagem ver o Jipe. O 51 era realmente
bonitinho, de uma originalidade impressionante. Mas precisava de uns
“retoques”, claro. Estava parado a muito tempo. Ficamos em volta do
Cjtinha e o Denir lá dentro, na cerveja. De repente o Renato
some. - Renato, cadê você?
- Estou aqui. - O
cabra estava sentado no chão, com a cabeça apoiada no pára-choque do 51,
quietinho. - O que foi, está
sentindo alguma coisa? - Não, não...não é
nada. - Levantou-se, emocionado. Nisso chega o Denir,
pra avaliar o Jeep. Deu uma manjada na
situação, uma voltinha em torno do Jeep, coçou a cabeça, tomou um gole e mandou
o veredicto: - Precisa de arrumar
umas coisinhas, mas tá muito bom. O Renatão deu um
pulo, sacou o talão de cheques e num minuto estava tudo resolvido. Uma passada no posto
Paineirão, combustível no tanque, e fomos direto pra oficina guardar o
bichinho. Bom, direto é modo de dizer, foram várias paradas pelo caminho para
as gambiarras de praxe. Guardamos o CJ,
tomamos mais umas pra comemorar e fui para casa. Só voltei a encontrar o Renato
na outra semana, acho que no Posto do Célio. Discretamente, ele
me chamou num canto: - Pedrão, estou
achando que o Denir não examinou o Jeep direito, não. - Porque diz isso? - Aquele dia ele
disse que o jipinho tava bom, mas estou tendo que consertar um monte de coisas! Aí eu não agüentei. - Caramba, Renatão!!
O cara chega pra avaliar e encontra você debruçado no meu ombro, chorando igual
criança, apaixonado pelo Jeep. Queria que ele dissesse o que? Que o bichim não
prestava? E ele, já com outra
expressão no rosto: - É... acho que você
tem razão... E riu gostoso, feliz da vida com seu brinquedo novo. []s Pedrão. |
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